Mães e autoeducação


" Não há, basicamente, em nenhum nível, uma outra educação que não seja a auto-educação.” Rudolf Steiner, 1923

Mães são educadoras de uma geração inteira, e da próxima, e também da posterior à próxima. São as pessoas que mais assumem responsabilidades perante o futuro. Somos nós que preparamos a base dos valores, hábitos e crenças que nossos filhos levarão para sua vida toda e que, provavelmente, passarão também para seus próprios filhos.

Grupos de mães são a representatividade do universo materno coletivo. Ajudam muitas mães a encontrarem soluções, uma rede de apoio, dicas e amizades novas. Cada um possui uma linha de pensamento diferente, uma maneira de ver (e viver) o criar filhos e apresentam seu paradigma no estabelecimento de suas regras. As mães buscam em seus grupos um lar de ideias parecidas com as suas e um espaço de troca destas ideias.

Um grupo - seja ele de qualquer natureza - é a cara de sua moderação. Algumas moderações são ditatoriais, daquelas que excluem e bloqueiam ideias divergentes das apresentadas em seu perfil; outras são geradoras de conflito, e quando veem uma confusão, tratam logo de jogar um pouco mais de lenha na fogueira... Moderações equilibradas, que ponderam e diferem opinião de falta de respeito e estancam todo e qualquer tipo de confusão gratuita estão cada vez mais escassas, o que demonstra uma tendência alarmante de radicalismo, julgamentos e muitas vezes, ódio.

O fato é que, quando em grupo, o ser humano se sente confortável para revelar seus verdadeiros princípios e valores, principalmente quando algumas pessoas já o fizeram antes dele. Isto, em um grupo de mães, assume um caráter de extrema relevância, tendo em vista que crianças aprendem, em sua primeira infância, pela observação e imitação dos atos e comportamentos no relacionamento de seus pais, tanto entre eles como para com os outros. Sendo a mãe sua principal cuidadora (na grande maioria dos casos) e passando maior parte do tempo em sua companhia, a criança apreende - em seu primeiro setênio, principalmente - a postura da mãe.

Portanto, isso faz da maneira que eu me posiciono perante um assunto em um grupo a revelação de como eu enxergo o mundo, e ainda mais: a maneira como eu estou contribuindo para a construção do paradigma do meu filho perante o mundo. Se esta não fosse a maior das responsabilidades da vida, eu não me preocuparia tanto com o que vejo atualmente em grupos de mães.